Sunday, April 8

redime-te

Metade do que eu gostaria de dizer, agora não pode ser mais dito. Pelo fato de ter espalhado um pouco minhas verdades agora o espaço delas está compromissado com as interpretações.
Não posso dizer se os acertos me assustam mais que os desentendimentos.
Mas eu sinto falta. Sinto falta da minha poesia que sumiu dos dedos. Sinto falta das minhas palavras desconexas que faziam todo o sentido para o estado de espírito que eu eventualmente ganhava.
Sinto saudades da minha coleção particular de coisas que só eu podia ver. Escrever. E fingir que o mundo aceitava como arte dadaísta.
O anonimato é ruim, mas não tanto quanto o quase-conhecimento.
O não se expressar talvez traga beleza a única coisa que eu gostaria de fazer. Mas agora nem sei mais me confundir com poucas palavras. Eloqüência. Palavra horrível que destrói. Tentei tanto buscar um pouco dela que, quando achei o porquê de sua existência, descobri porque tanto fugia.
Outra vez, sinto fala de mim. Quero-me de volta.

1 comment:

Anonymous said...

Conversa de sabado anoite

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meio cansada icontinente. self-service de mente. orkut