não se esqueça do sorriso na cara
Escrevo. Escrevo. Escrevo. Quando vou ver, abafo. Eu leio, mas não leio de verdade, que as palavras lá estavam antes... e agora continuam a não estar. Verdades.
É um porque que me foi embora. Um porque tinha a mim. E eu tinha como ao porque dizer. De dito ao dito muitas vezes, não tenho mais.
Peso em gritar. Só, nisso. Mas quando vou ver, abafo. É um grito transparente sussurrado, meio manco: mas com pressa. É bem feito de ver.
Oscilando. Se derruba eu subo. Invento qualquer coisa e, mesmo que seja a vida, eu assumo. Todos os pronomes e artigos indefinidos que preenchem as lacunas, eu oculto. Deixa como que meio a meio pra lá. Me cubro e durmo. Cubro-me, digo.
Não ao ter coisas. Tenho o passado que me foi imposto pelo ir, mesmo dizendo não ao ir das coisas.
Retratos de passado, então, que não pude deixar:
Muita, muita coisa especificamente não lida.
Ela estava deixando o cabelo crescer e tinha um amor para a vida inteira, por assim dizer. Então discou muitos números e quando parecia absorvida na questão do porque da ação de apertar botões no teclado do celular, quadrado, é chamada discar, ele atendeu. A voz chega mal-feita, distante. É que alguém que se ama para a vida inteira mora longe. Por situações como essa ele quer viajar muito, muito, quando tiver dinheiro, para vê-la vestida nos cabelos longos.
Pouca, desisto.
Ou quando se está tão assim que tudo é sadicamente pesado, uma porta estúpida de vidro, longa, longa, te espera e supera a qualquer momento humano. Um sorriso remove a hipocrisia da proteção, e tudo volta. Em forma de ânsia. Já se sentiu tão triste a ponto de sentir falta do desespero quando de súbito o tédio te espanta? É só, pura tristeza.
Oscilando, verdade.
Tinha um caderninho preto que me foi roubado. Às vezes me faz uma falta... E eu sinto uma saudade doente dele todo, e de onde ele vivia.
Por isso esqueço um pedaço dos retratos.
É um porque que me foi embora. Um porque tinha a mim. E eu tinha como ao porque dizer. De dito ao dito muitas vezes, não tenho mais.
Peso em gritar. Só, nisso. Mas quando vou ver, abafo. É um grito transparente sussurrado, meio manco: mas com pressa. É bem feito de ver.
Oscilando. Se derruba eu subo. Invento qualquer coisa e, mesmo que seja a vida, eu assumo. Todos os pronomes e artigos indefinidos que preenchem as lacunas, eu oculto. Deixa como que meio a meio pra lá. Me cubro e durmo. Cubro-me, digo.
Não ao ter coisas. Tenho o passado que me foi imposto pelo ir, mesmo dizendo não ao ir das coisas.
Retratos de passado, então, que não pude deixar:
Muita, muita coisa especificamente não lida.
Ela estava deixando o cabelo crescer e tinha um amor para a vida inteira, por assim dizer. Então discou muitos números e quando parecia absorvida na questão do porque da ação de apertar botões no teclado do celular, quadrado, é chamada discar, ele atendeu. A voz chega mal-feita, distante. É que alguém que se ama para a vida inteira mora longe. Por situações como essa ele quer viajar muito, muito, quando tiver dinheiro, para vê-la vestida nos cabelos longos.
Pouca, desisto.
Ou quando se está tão assim que tudo é sadicamente pesado, uma porta estúpida de vidro, longa, longa, te espera e supera a qualquer momento humano. Um sorriso remove a hipocrisia da proteção, e tudo volta. Em forma de ânsia. Já se sentiu tão triste a ponto de sentir falta do desespero quando de súbito o tédio te espanta? É só, pura tristeza.
Oscilando, verdade.
Tinha um caderninho preto que me foi roubado. Às vezes me faz uma falta... E eu sinto uma saudade doente dele todo, e de onde ele vivia.
Por isso esqueço um pedaço dos retratos.

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