Tuesday, March 27

sem motivo

Depois de tanto, a gente passa a se mascarar mesmo nu.
Foi que vi nessa angústia um manifesto loucamente humano.
Segui mãos descolando fiozinho do gel e mão agarrando pernas e mãos e mãos e...
Mãos esquecidas no colo, num certo então.
Nem acreditei no sorriso doce. Daquele que expulsa o sarcasmo por se lembrar de que é solidão, mesmo, o que se tempo pra mostrar.
Foi que vi essa manifestação numa angústia humanamente minha.
Nessas mãos vi minhas mãos suadas amassando meus quilômetros de cabelo, que cortei. Cortei tudo pra fora pra me livrar das lágrimas.
Aquelas que me ultrajaram. Rolaram cachos adentro e umedeceram tudo. Amoleceu os abstratos todos feito papelão, até despedaçar. Molharam tudo, fios, olhos, mãos...
As duas mãos, acho que minhas, esquecidas no colo.

Na descrença da possibilidade do choro, tempos depois; na ironia de um lugar que me lembrava tantas coisas que nunca se deram ao trabalho de acontecer ali: uma lágrima coagulada no canto do olho. Seca. Travando os movimentos da visão, me vidrando num ponto redemoinho de mim mesma.
Ainda bem o sorriso desidratado solo, doce.
Um pouco mais de invasão de mim e eu roubava sua lágrima inexistente e fazia rolar pelo meu colo nu abaixo.

3 comments:

Carolina Oms said...

vou tomar uma aspirina...
que eu to me doendo

Anonymous said...

humm..

tragico..

estranhamente tragico vindo de vc...



(n esquece...
...
Te amo)

Carolina Oms said...

vou deixar um comentario profundo:
presta atençao:
quem quiser comer boa carnve venha cá
meu amigo pumba pe a melhor carne que há
vc vai gostar
vai se empaturrrar....

cansei

My photo
meio cansada icontinente. self-service de mente. orkut