ação
informação é um jeito de fazer coisas nascerem de forma informal. é sexo sacana.
já pra cama!
informação é um jeito de fazer coisas nascerem de forma informal. é sexo sacana.
já pra cama!
por
Alice
em
10:11 PM
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what more should I say?
everybody is gay.
menos eu, que agora presto vestibular.
por
Alice
em
12:34 AM
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estou por fora
da moda da roda desse jeito
eu só quero ver
assistir a essa tv aberta
que apaga cigarros e paga éter
pra gente ouvir, ousar
e grita e grita...
estou por fora
da roda da moda desse jeito
eu rodo e nunca retorno
eu to pagando pra me fecher aqui
cheque pré-datado pro city-tour no exílio
estou por fora.
por
Alice
em
11:12 PM
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um espasmo de lucidez, não sei porque, é meio como estar num lugar dentro da gente
confuso e embolado
cheio de gente inacabada
e alguma coisa te empurrar:
aí você fica num lugar branco quadrado e simples...
por
Alice
em
11:06 PM
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eu penso
costumamos ter na esperança essa de pensar ser a vírgula é promessa de algo que tem continuação...
mas as vezes é só um fim apressado
tão descuidado que borrou o ponto final
por
Alice
em
11:02 PM
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tira essa mão quente do meu ombro
como pode ficar avoando ai, distraída,
cheia de mãos no bolso
juntando calor e juntando calor
isso não pesa?
preciso correr pra enganar essas coisas que impregnam
eu não guardo, quer correr leve
então vai, bom senso
se me visto a gola alta
não encosta
as coisas adoram tornar-se importantes em nós, por isso encostam
porque, importa só quando esbarra.
e a barra nem é fria...
e eu não entendo nada... eu sei.
que gola engole a gula de gostar
não vai me degustar.
não importa com quanta morfina espanque a porta
nunca in porta, parte.
mas quando voltar, amanhã
me trás a bandeja na cama
que vou te comer no café da manhã.
por
Alice
em
8:46 PM
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não aceito acreditar que realmente eu tenha coragem para ser feliz. é uma autonomia moderna que me oprime.
é muito mais confortável te ligar aos soluços de madrugada, e te gostar escondida esfregando os pés no lençol.
arrepios...
por
Alice
em
8:44 PM
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doi tudo por dentro domesticando minha distração
dormente
se me des espera
porque me puxa?
por
Alice
em
8:31 PM
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não posso escrever o que me disse hoje
porque não sei se surpresa
se escreve tudo junto ou separado.
por
Alice
em
9:31 PM
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eu não sei o que é mais ridículo.
encontrar minhas gargalhadas histéricas de pés descalços
arrancadas pela minha fala cheia de entortar a boca
jogando maços rebeldes de cabelo
tenho o cabelo anestesiado que cheira, cigarro da terra
me esconder na cama, kingsize e plumas de ganso
convulsionando em soluços que sufoco na garganta
espalhando o cabelo
o cabelo lavado, coitado, cheira a shampoo caro.
pobre menina rica
carrega algo que a engole, e não foi pago no cartão
é um sentimento de coisa objeto de usar
aquela coisa de sentir o sentimento
que faz sentir-se coisa, como é coisa
como a toalha de mesa engomada sentido
coisa ela se sente, castrada
e não pode sentir coisa nenhuma.
não derruba molho que mancha. recolhe a toalha molhada.
por
Alice
em
9:22 PM
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antes era birra
malandragem de mulher de malandro
era morno, pra falar a verdade.
mas agora os caras me odeiam de verdade.
de verdade pra falar bem a verdade.
e nem fui eu...
foram os caras, e eu nem sei de verdade.
de nada. não dê.
por
Alice
em
5:43 PM
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as pessoas costumam acreditar que seres humanos precisam de 8 horas por noite de sono.
mas eu nem sei quem foi que falou isso...
quando você acordar, babe
eu nem vou estar mais aqui, eu de antes
só esse corpo mais usado
que viveu bem mais que existiu.
o mundo tem muito mais aqui, dentro
e eu, to espalhada por ele todo
fui me largando por aí.
vai ter que tropeçar em mim toda hora
e mesmo sendo suas horas curtas semi-conscientes
nunca vai se esquecer de como te provoco.
provoco evoco te toco, decoro essse
inexistente na minha saliva.
por
Alice
em
4:50 AM
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Fez escândalo, me mandou embora
jogou o cabelo pra trás e agora grita
grita não, declama:
-To me pondo daqui pra fora agora.
Fez ser escândalo fez drama grande
só pra caber que seja dito
fez da vida um teatro.
e meu papel nele fez, ele vai ser
papel higiênico todo enrolado
vou te limpar embrulhar mumificar
mudificar. muda.
muda essa última fala, vai?
-To me pondo daqui pra dentro pra sempre.
Assim eu me faço de muda
Sem ouvidos para enchergar sua trama
quando me ama, não pode importar se me engana.
mas não rime! que aí fica muito difícil esconder
que voce inventou de compor linha por linha
todo o acaso do nosso caso.
mas eu limpo sua sujeira
não-escondida debaixo do tapete.
por
Alice
em
8:39 PM
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cospe. fala na cara. diz a verdade, descarada vadia. vaga por vagas vazias, estacionando essa caricatura de estilo. cheia de encarar e dar a ré. reboque. retoque a cara. delineador envolve fronteiras e sombras me deixam com frio. essa careta é minha tela: as vezes de cara lavada, se deliciando de cara limpa. engole
por
Alice
em
8:37 PM
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tenho transtorno bipolar
quando não tenho liberdade.
gosto de falar em termos literários
e literar em termos falados.
posso assim largar de ser um dia depois do outro
e depois e depois e depois e depois e depois
tenho transtorno bipolar
quando não tenho liberdade.
por
Alice
em
7:58 PM
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Era algo, um nome próprio.
Gosto de pensar que é mesmo tudo uma grande coincidência essa estranha constante que faz você estar sempre de costas quando eu faço alguma coisa menos torta.
Ou suas longas piscadas coincidirem com os momentos em que eu estou me apoiando em seu olhar. Eu vivo caindo por aí, e você nem vê como estou aprendendo a me levantar.
E queria pedir desculpas também, mas eu realmente não perco essa mania de querer que você escute quando eu falo. Fui meio devagar, mas acho que me achei: minha fala é fundo musical para que você possa pensar no que continuar a dizer.
...
prometo que falo mais baixo de agora em diante.
por
Alice
em
7:49 PM
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eu não-nasci para muitas coisas.
mas acontece que nasci. e eis que sobram poucas coisas para se fazer nessas condições.
nesse lugar em que me colocaram, certeza pude ter uma hoje
que não poderia ter nascido mulher mesmo.
acho uma graça pés inclinados em sapatos de salto alto
mas se for pra me movimentar
eles sempre vão parar pendurados em minhas mãos.
e eu nunca paro.
melhor mesmo:
assim posso ver as linhas curvas mais de perto.
na privacidade da minha personalidade volático vairada
se quiser subo tudo outra vez
e fico toda parada
te esperando aprender minha terapia
de balançar essas tiras entre os dedos.
tira.
por
Alice
em
7:27 PM
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