Wednesday, December 27

tem

gente que com a dor cai no grito
gente que com a dor cai no chão
gente que dói e pede a deus
diz que deus dá diz que deus dará...

e tem eu que tô limpando a mente, enchendo de besteirinhas.. eu tô calculando mais ou menos
o tamanho da dívida externa de deus...
gente que dói e inflama, eu infame
divina dívida externa!

Tuesday, December 19

e piso mesmo

acho que isso aqui tá ficando meio auto-biográfico demais de escancarado...

tá me irritando também.

respira

eu
estou
profundamente
irritada


e isso me irrita. profundamente.

Saturday, December 16

criança

não é mimada não
é possessão maníaca
ninguém me adentra
ninguém penetra nas minhas coisas
eu não sei dizer que coisa é essa
mas me irrita profundamente quando alguém entra no meu quarto.

profundamente.
vou ignorar ver se sai.

mpb

ana carolina, cassia eller, zélia duncan

-porque essas cantoras todas viram lésbicas? tá uma moda agora...
-porque é mais gostoso, mãe.

Thursday, December 14

sistema

me deixaram fazer a tal da segunda fase da fuvest.
metas: ser mais organizada, racional, logica. não-lírica, informada, calma, esquisita.
consequências: ando tomando cafés demais, dormindo demais, peso na consciência demais, gostando de economia demais.
conquistas: esquisitismo.

Monday, December 11

opiáceo I

te amo,

tá que me deu uma saudade e se dá de dar saudade do que dei embora
é oxycontin.

79 anos

o que será que eu to fazendo
o que será que minha cabeça tá fazendo aqui dentro
furou meu estômago, diminuiu os pulmões, lixou meus ossos
me apagou o manual do mundo
alguem aperta o mute pra mim
que eu to tentando desinflamar
e esse barulho me destrói.

title

sua perna é esquisita
minha barriga dói
a toalha tá molhada
perdi as chaves
que coisa mais mundana, detalhada
ahh que eu me perco toda...

Saturday, December 9

pras voceis

pra esse mundo de fraquezas figuradas, as sensibilidades de mentira
minha cavalaria

fome caos nóia, e a minha fobia.

Friday, December 8

rosa é a nova

você tem um cheiro quentinho de sabonete, que eu sinto nas suas dobrinhas de pele e nos seus fiozinhos curtinhos. meus amores são uns amorzinhos mesmo. to cor de rosa a la johnsons baby hoje.

Wednesday, December 6

sibele

não adianta o mundo estar cheio e eu vazia.
o encontro do vale tudo e do eu que não vale nada
é a raiva.

preciso de um amaciante, um conforto, um confort com cheirinho de roupa de mãe macia.

espera

sou um bicho arisco, função de largador pela metade...

amanhã eu explico.

Tuesday, December 5

soluços grandões

to definhando to sentindo toda a água saindo eu desidrantando nesse vendo, e o eu me esfacelando pó de mim por tudo quanto é canto. tô me perdendo em meio a tanto meio de gente meio de nó meio que um nó na garganta que gagueja e prente tudo que um eu... quase que sente, sinceramente, travei.

is tuk

to definhando to sentindo toda a água saindo eu desidrantando nesse vendo, e o eu me esfacelando pó de mim por tudo quanto é canto. tô me perdendo em meio a tanto meio de gente meio de nó meio que um nó na garganta que gagueja e prente tudo que um eu... quase que sente, sinceramente, travei.

Saturday, December 2

desafio

ablur ablur abuabu
guti guti guti
alifu blib blib
gutando gutiar
gitar
misclof.



me tiraram as coisas, não as causas

want you to know now

eu sinto o erro
eu vejo, agora vejo
vou voltar pra arrumar tudo

pode virar as costas
vai sentir mesmo assim
que esse aperto de peito
que te dei pra por no peito
nunca existiu,
depois que tirei ele daí.

foi lenda, pode me acreditar
que eu vou pra lá
redecorar
que eu não acredito no tempo

taxando

não te amo separado
só quando junta
música triste e mente triste
aí te amo, numa parada de mente
tara da mente
num deslize triste da alma
quando é deslivremente

me desmente, demente
é cheiro de gente, não sente?
não mente, indigente

é menta, eu sinto.

Friday, December 1

ih

sabe que eu notei
que tudo que é ilegal é automáticamente permitido, uma vez sendo o tal...
ilegal.

assopro

tem uma parte descrente de mim
que me coloca mais cedo na cama
me cobre desliga o ventilador que eu esqueci rodando
descrente de mim, me protege
sugere que eu me feche e reze.

a outra parte
f o i c o r r e r m u n d o . . . . .

Thursday, November 30

hodeio

odeio essa hora do dia
vou me tirar dela
vou fechar as janelas
desmatar os relógios
não vou deixar ser
o que consegui na cabeça de estável
por essas duas da tarde tomado.

to tomando toddy
tentando o tédio
testando teto

tá fora da tomada
minha tv sem som
meu bonito quadro

aha, to fora da sua tomada.

Wednesday, November 29

você

já tá toda desculpada.

Tuesday, November 28

ripado

me assaltaram.
estupraram meu caderno.

Monday, November 27

me descobriram

aprontei de manhã, agora dá nisso.

-pai leva a chris em casa?
-pra dela, no caso, não pra minha.
ahn...
e pra onde a gente vai?

limpa

ria tava engraçadinha hoje. brincou de dissolver os remédios na privada. soltou um a um dos comprimidos e assistiu à capsula azul se dissolver, tentando vagamente se livrar de pensar em como seria aliviante se espalhar assim... até sumir. mas deixa. o azul foi se espalhando água de privada adentro... estabilizando o humor sanitário.
tava uma gracinha hoje, subindo e descendo por dentro, cheia de visitas.

és que sou

odeio ver pessoas, principalmente quando não estão lá.
odeio muito quando as ouço falar de coisas, as quais eu escrevo e pergunto o que:
só sabem me dizer que sou boa pra inventar.
é isso, odeio não serem meus
meus pensamentos.
não sou dona do que penso quando isso sai da boca de um homem´
que só eu vejo em meu sofá.
preciso de um contorle pra desligar isso.
remoto, não remédio.
já disse mais ninguém me ouve, por mais que mas...
e fico pensando, se é que sou eu mesma:
será que quando eu grito só acordo esses caricatos
da bagunça da minha cabeça?

casa

chove. chove mesmo
que eu tô chorando e não é pra ninguém ver
pra ver ninguém, não vou sair.
chove mesmo. chove.

Sunday, November 26

e tranca forte

mete a boca em mim. me mete. na imprensa me prensa, então despensa, não pensa e me estoca. me entoca você e eu, trancadas na dispensa. desvaira pra toca. eu vou sem vaia. tu vai?.

infame

como o tempo voa...
nessa degolagem, meu relógio projétil se estilhaçou nas paredes
projeto de casa mal acabado
gaguegem
sem garagem
selvagem
seu... vá.

Thursday, November 23

TP

atropelada. atras.pelo.pelada


não, atropelada.

Wednesday, November 15

azul e branco

vou tentar ser fácil, pra ser eu mesma e não me perder em coisas induzidas.

as coisas começam a ficar estranhas quando me sinto estranho, olho no rélógio e é hora da próxima dose. aí eu estranho.

já chega, declaro estado de sítio: daqui, nada entra e nada sai. assim fica fácil ser eu mesma e não me perder em coisas.

estranho essas palavras, muitas coisas repetidas. doses de mesmice, e eu nem me sinto eu mesmo engolindo isso.

Sunday, November 12

caralho, dor.

traição corta em quem vê verdade em amores livres.

pomba

domingo é um dia tão acabado.
preciso de mediocridade hoje.

certeza que alguém mijou aqui, onde eu to sentada agora.
mas é só composto nitrogenado, tá tudo certo.
mediocridade de coisa vontando pra terra.

domingo é um dia tão acabado.
porque não acaba

Saturday, November 11

remorso


eu tenho um eu lírico
que tem espasmo de raiva comigo
quando insisto em rimá-lo com pinico.

segunda-feira de calçados

sem uniforme de novo, tainã.
é que precisava de uma gola alta pra ninguém me encostar. gola alta sem logotipo de tipo.
sem uniforme de novo, tainã.
fiquei na defensiva demais desde que decidiram me torturar com essa de andar na reta. é que é muito dura e me lasca o emocional.

que pergunta clichê.
o mundo não anda na sua moda, tainã.
vou ter futuro, to vendo ele por aí. ele tá tentando chegar lá antes de mim, pra eu poder ver ele na frente. mas por enquanto, ele tá só por aí, para de empurrar aí atrás. fico tonteando por pernas tortas com esses caminhos maria-mole. vai maria, engole.

planos?
vou dar na curva. me curva que eu dou cambalhota. bolota.
dá licença agora, que vou andar firme. e vou andar por onde eu acabar andando mesmo. Calçada da fama me aguarde, vou mandar um monte pra você: pés em falso. to descalça.
eu vou de verdade agora, arrastando os dedos. me ignora.

Jostein Gaarder me emprestou

você percebe que quando fala ninguém para no te ouvir? se quando você dorme ninguém te espera acordar e quando acorda não tem suco de laranja em taça de cristal fresco? é porque chama mundo real.
menina sem laranjas
menina das laranjas podres: nem tem segredos pra eu decifrar, não te escrevo romances: só linhas cotidianas. É assim que te vejo: uma lista de supermercado atrevida.

Thursday, November 9

in utero

encontraram exílio incrível, menos pra mim
que desespero de mim
me apaixonei por um sonho de mim
sai de mim sai de mim
sai de dentro de mim
que eu quero entrar em você de mim
vou te botar pra fora de mim
e você vai ter que gritar pra dentro de mim.

pra te fazer ser o fora de mim
vou me virar do avesso pelo umbigo
diz agora, em útero-eco: te quero, me dê!

medemedemedemedemede

Wednesday, November 8

frios

o mundo tende ao tédio.
corto meu cabelo e antes de conseguir recolher todos os fios soltos do chão do banheiro, ele cresce.
meu cabelo longo...
meu banheiro limpo...
entende?

aber

se dá tanto pra mim
se não sinto quando você me toca
não sei o que quero fazer agora
não sinto quando me toca
me enconlho porque me tocam
no indefinido, nem sei dar explicação
mas não me importo se dolore
é uma toda rigidez apertada
nesa de não perder tempo.
mas me distraio um segundo e estou almofadada chorando...
que angústia essa saudade de você
me abraça de novo pra ver se eu deixo de
deixar de te deixar me afetar
to bebendo água salgada pra matar a sede
só pode ser lágrima
sedenta de um pouco de futilidade
me concede seu mundo aguado
me faz ceder de toda essa densidade
rasga minha seda
que ela não serve nem mais enxugar as lágrimas
que escorrem desobedientes pra boca, eu bebo
babe, rasga minha seda
que eu to por baixo
e não te sinto. absinto.

Tuesday, November 7

rolando uma química

nada me faz delirar mais
que meus anti-térmicos.

entorpecentes em comprimidos revestidos
faz ficar mais fácil engolir
essa química toda.

Monday, November 6

vou falar de novo:

nunca te pedi amor eterno.
nem contrato nenhum.
nunca cobrei palavras feitos romanticos socialidades
parcialidades comunhão total de bens.
sempre quis a verdade.
vai, eu aguento
vamos brincar de me ferir com a verdade
que suas histórias de fidelidade me enchem de tédio.

Saturday, November 4

cai fora.

brevemente:
pra mim, chega.
se eu descobrir mais alguma coisa, morro é de tristeza.

vou viver à breve mente, agora.
e que nada pare aqui por muito tempo.

Tuesday, October 31

ação

informação é um jeito de fazer coisas nascerem de forma informal. é sexo sacana.

já pra cama!

Saturday, October 28

avidada

what more should I say?
everybody is gay.


menos eu, que agora presto vestibular.

Saturday, October 21

o dentro do fora

estou por fora
da moda da roda desse jeito

eu só quero ver
assistir a essa tv aberta
que apaga cigarros e paga éter
pra gente ouvir, ousar
e grita e grita...

estou por fora
da roda da moda desse jeito
eu rodo e nunca retorno
eu to pagando pra me fecher aqui
cheque pré-datado pro city-tour no exílio
estou por fora.

poluição

um espasmo de lucidez, não sei porque, é meio como estar num lugar dentro da gente
confuso e embolado
cheio de gente inacabada
e alguma coisa te empurrar:
aí você fica num lugar branco quadrado e simples...

sem título,

eu penso
costumamos ter na esperança essa de pensar ser a vírgula é promessa de algo que tem continuação...

mas as vezes é só um fim apressado
tão descuidado que borrou o ponto final

Thursday, October 19

embrulho a vácuo

tira essa mão quente do meu ombro
como pode ficar avoando ai, distraída,
cheia de mãos no bolso
juntando calor e juntando calor
isso não pesa?

preciso correr pra enganar essas coisas que impregnam
eu não guardo, quer correr leve
então vai, bom senso
se me visto a gola alta
não encosta

as coisas adoram tornar-se importantes em nós, por isso encostam
porque, importa só quando esbarra.
e a barra nem é fria...

e eu não entendo nada... eu sei.

que gola engole a gula de gostar
não vai me degustar.


não importa com quanta morfina espanque a porta
nunca in porta, parte.

mas quando voltar, amanhã
me trás a bandeja na cama
que vou te comer no café da manhã.

mood moderno

não aceito acreditar que realmente eu tenha coragem para ser feliz. é uma autonomia moderna que me oprime.
é muito mais confortável te ligar aos soluços de madrugada, e te gostar escondida esfregando os pés no lençol.
arrepios...

desespero

doi tudo por dentro domesticando minha distração
dormente
se me des espera
porque me puxa?

Monday, October 16

repente nulo

não posso escrever o que me disse hoje
porque não sei se surpresa
se escreve tudo junto ou separado.

obrigada pro me dar inspiração

eu não sei o que é mais ridículo.
encontrar minhas gargalhadas histéricas de pés descalços
arrancadas pela minha fala cheia de entortar a boca
jogando maços rebeldes de cabelo

tenho o cabelo anestesiado que cheira, cigarro da terra
me esconder na cama, kingsize e plumas de ganso
convulsionando em soluços que sufoco na garganta
espalhando o cabelo
o cabelo lavado, coitado, cheira a shampoo caro.

pobre menina rica
carrega algo que a engole, e não foi pago no cartão
é um sentimento de coisa objeto de usar
aquela coisa de sentir o sentimento
que faz sentir-se coisa, como é coisa
como a toalha de mesa engomada sentido
coisa ela se sente, castrada
e não pode sentir coisa nenhuma.


não derruba molho que mancha. recolhe a toalha molhada.


Sunday, October 15

poxa

antes era birra
malandragem de mulher de malandro
era morno, pra falar a verdade.
mas agora os caras me odeiam de verdade.
de verdade pra falar bem a verdade.
e nem fui eu...
foram os caras, e eu nem sei de verdade.
de nada. não dê.

Wednesday, October 4

me dobra

as pessoas costumam acreditar que seres humanos precisam de 8 horas por noite de sono.
mas eu nem sei quem foi que falou isso...


quando você acordar, babe
eu nem vou estar mais aqui, eu de antes
só esse corpo mais usado
que viveu bem mais que existiu.

o mundo tem muito mais aqui, dentro
e eu, to espalhada por ele todo
fui me largando por aí.
vai ter que tropeçar em mim toda hora
e mesmo sendo suas horas curtas semi-conscientes
nunca vai se esquecer de como te provoco.
provoco evoco te toco, decoro essse
inexistente na minha saliva.

Tuesday, October 3

fingi que nem vi

Fez escândalo, me mandou embora
jogou o cabelo pra trás e agora grita
grita não, declama:
-To me pondo daqui pra fora agora.
Fez ser escândalo fez drama grande
só pra caber que seja dito
fez da vida um teatro.
e meu papel nele fez, ele vai ser
papel higiênico todo enrolado
vou te limpar embrulhar mumificar
mudificar. muda.
muda essa última fala, vai?
-To me pondo daqui pra dentro pra sempre.
Assim eu me faço de muda
Sem ouvidos para enchergar sua trama
quando me ama, não pode importar se me engana.

mas não rime! que aí fica muito difícil esconder
que voce inventou de compor linha por linha
todo o acaso do nosso caso.

mas eu limpo sua sujeira
não-escondida debaixo do tapete.

vai ter que descer

cospe. fala na cara. diz a verdade, descarada vadia. vaga por vagas vazias, estacionando essa caricatura de estilo. cheia de encarar e dar a ré. reboque. retoque a cara. delineador envolve fronteiras e sombras me deixam com frio. essa careta é minha tela: as vezes de cara lavada, se deliciando de cara limpa. engole

Sunday, October 1

psicose I

tenho transtorno bipolar
quando não tenho liberdade.

gosto de falar em termos literários
e literar em termos falados.
posso assim largar de ser um dia depois do outro
e depois e depois e depois e depois e depois

tenho transtorno bipolar
quando não tenho liberdade.

era algo

Era algo, um nome próprio.
Gosto de pensar que é mesmo tudo uma grande coincidência essa estranha constante que faz você estar sempre de costas quando eu faço alguma coisa menos torta.
Ou suas longas piscadas coincidirem com os momentos em que eu estou me apoiando em seu olhar. Eu vivo caindo por aí, e você nem vê como estou aprendendo a me levantar.
E queria pedir desculpas também, mas eu realmente não perco essa mania de querer que você escute quando eu falo. Fui meio devagar, mas acho que me achei: minha fala é fundo musical para que você possa pensar no que continuar a dizer.

...

prometo que falo mais baixo de agora em diante.

not mine, but high, these hills

eu não-nasci para muitas coisas.
mas acontece que nasci. e eis que sobram poucas coisas para se fazer nessas condições.
nesse lugar em que me colocaram, certeza pude ter uma hoje
que não poderia ter nascido mulher mesmo.
acho uma graça pés inclinados em sapatos de salto alto
mas se for pra me movimentar
eles sempre vão parar pendurados em minhas mãos.
e eu nunca paro.

melhor mesmo:
assim posso ver as linhas curvas mais de perto.
na privacidade da minha personalidade volático vairada
se quiser subo tudo outra vez
e fico toda parada
te esperando aprender minha terapia
de balançar essas tiras entre os dedos.
tira.

Saturday, September 30

é só pó.

amarrei meus sussurros nos fios do seu cabelo canela
polvilho no meu chá de maçãs de rosto
e minhas vontades grudei nos fios da sua água
que sai quentinha, infusão sonora.
mas foi uma escolha ruim, eu assumo
ficou moderna e se livrou dos cachos
enquanto minha sede de vida... qualquer coisa.
poeira que sobra, com cheiro doce ardido
de coisa inteira esfolada
é só pó de coisa inteira ralada.

Sunday, September 24

desses des

desmudo. um desmundo desnudo. desmudificar os mudos. mandato da muda, mudar.

My photo
meio cansada icontinente. self-service de mente. orkut